A foto que ocupa mais de meia página na reportagem apresentada na revista Época, publicada no dia 27/04/2009, é de Daniel (nome trocado), e relata a dificuldade que jovens homossexuais enfrentam na busca por uma escola que os aceite, pois apresentam o que a área de medicina e saúde denomina de “transtorno de gênero” e tem sido objeto de estudo nas mais recentes pesquisas. A nane não é uma escola especial dirigida apenas a alunos com dificuldades de aprendizagem e deficiência física ou mental como referida na reportagem, mas é sim, uma escola que com 34 anos de existência e por “enxergar com outros olhos”, orgulha-se de ter se especializado no atendimento às diferenças. Pioneira no desenvolvimento de uma metodologia de ensino “desengessada” e uma estrutura organizacional flexível nos tempos e formas de aprendizagem, a NANE é uma escola de ensino regular inclusivo. Por entendermos, desde sempre, que “ser escola inclusiva” é diferente de “incluir”, deparamo-nos com a constante necessidade de atender novas demandas e por isso criamos novos cursos que envolvem outras formas de ensinar e aprender, visando sempre o melhor para o desenvolvimento de cada ser humano. É por esta maneira de enxergar educação, que nos permitimos aceitar e acreditar em mais este desafio, desta feita para nós totalmente novo, mas que nos permitirá fazer o nosso trabalho: transformar jovens em cidadãos cada vez mais conscientes para o mundo. |